NESSAS ELEIÇÕES DO SINTERO, NEM CHAPA 1 NEM CHAPA 2
A Corrente Proletária
da Educação (CPE), desde o início do ano, tentou organizar uma chapa de
oposição, aproveitando o descontamento dos trabalhadores da educação e
simpatizantes do programa da CPE, para concorrer às eleições do Sindicato dos
Trabalhadores da Educação – Sintero. Porém, o trabalho de constituição de uma
chapa oposicionista depende da compreensão do programa de combate à burocracia
sindical, de defesa dos princípios da democracia sindical e de luta pelas
reivindicações vitais dos explorados. Por isso, é um processo que depende da
evolução política dos trabalhadores e, portanto, não se improvisa. Por outro
lado, não pode ser interrompido pelo calendário das eleições.
O que é importante é
o fato dessa vanguarda, que despontou das lutas, continuar firme no propósito
de se constituir de uma oposição aos burocratas do PT e do PCdoB. Essa
militância que se aproximou da Corrente Proletária está disposta a realizar o
trabalho nas assembleias, nos congressos, nas conferências e demais eventos
promovidos pelo sindicato. Nestes eventos, temos defendido que o
sindicato é um instrumento de luta e tem de ter em sua direção os “melhores
combatentes”. Acentuamos que quem está com o governo, não pode defender as
reivindicações dos trabalhadores. Como é o caso, do PT e do PCdoB
que por ora aparecem divididos em torno das eleições sindicais.
Não há
diferença entre as duas chapas concorrentes.
As
eleições para o próximo triênio acontecerão no dia 03 de novembro. Duas chapas
estão em disputas:
A chapa 1 – “Renovação com Responsabilidade”.
É encabeçada por membros da atual diretoria, que majoritariamente são
militantes do PT e da CUT. Pretendem continuar no comando do sindicato. Os
componentes só mudaram de lugar.
A chapa 2 – “SINTERO Livre”. Reivindica como
chapa de oposição. É apoiada pela CTB e PCdoB. Trata-se de uma chapa que
não se diferencia, na sua essência, da chapa do PT. O PCdoB compõe o governo
Dilma. Apoia a política educacional do Ministério da Educação (a exemplo do
PNE) e, recentemente, teve seu ministro dos esportes envolvido por denúncias de
corrupção. A disputa entre chapa 1 e 2 é puramente burocrática, ou seja,
quem ficará no controle do sindicato. Isso por que a política será a mesma: a
da conciliação de classe.
Está aí por que os
trabalhadores da educação não poderão se ludibriar com a ideia de que há duas
chapas concorrendo às eleições. Uma da situação e outra da oposição. Isso é
falso. O que há é uma só política nessas eleições. Tanto a chapa 1, quanto a
chapa 2, apóiam o governo, fazem parte de seu ministério e usam os sindicatos
para anular a disposição de luta dos explorados. São chapas que impulsionaram e
impulsionam a estatização dos sindicatos. São chapas que se submetem à lei
anti-greve, quem impõem punição às greves, multam os sindicatos e impedem o
livre direito de manifestação dos trabalhadores. São chapas que até há pouco
tempo faziam parte da mesma Central - a CUT. E que a divisão criada pelo PCdoB,
constituindo a CTB, foi unicamente para se aproveitar da legalização das
centrais e do imposto sindical. Portanto, nada tem a ver com diferenças de
posições políticas, embora uma chapa seja do PT (reformista) e a outra do PCdoB
(estalinista).
Objetivos
dos burocratas da chapa 1 e da chapa 2
É do conhecimento dos
trabalhadores em educação que os burocratas dirigentes do sindicato durante
mais de vinte anos se utilizam da entidade como trampolim eleitoral. Chamam a
base para a farsa das eleições, indicando que lá no parlamento serão “representantes” da categoria. O papel
que não cumpriram no campo da luta de classes, prometem cumprir no campo do
Estado burguês elegendo prefeitos, governadores, presidentes e parlamentares.
Fazem promessas de toda natureza para iludir os explorados.
Assim, os sindicatos
passam a ser o ponta pé inicial para o carreirismo parlamentar dos burocratas.
Saber manejar os sindicatos com destreza, saber aplicar a conciliação de
classes e ganhar o apoio de uma parcela dos trabalhadores, é fundamental para
galgar os postos no Estado.
Não por acaso, o que
temos visto nesses 22 anos é a transformação do sindicato em trampolim
eleitoral para os candidatos e para os partidos coligados. Comparecem como
cabos eleitorais, na caça de votos e empregos para parentes e amigos da
diretoria (o nepotismo sindical). Os sindicato foram transformados em empresas,
cujas lideranças só pensam em criar sede social (clubes de lazer) e
alojamentos, que alugam ao público e, em circunstâncias especiais aos filiados.
Portanto, agem no
sentido oposto aos objetivos de um sindicato. O sindicato foi criado para
defender os direitos dos trabalhadores frente à exploração dos patrões e de
toda opressão da classe capitalista.
Posição
da Corrente Proletária - VOTO NULO, por um sindicato democrático
Nessas eleições, a
Corrente Proletária não pôde lançar uma chapa de Oposição, sob a base do
programa e do método da ação direta. Por isso, está obrigada a defender o VOTO NULO, que
se expressa na luta pela constituição de uma oposição classista e de combate às
burocracias das chapas 1 e 2, na
defesa da construção de um sindicato de luta de classes, que coloque de pé a
vontade da base filiada, que respeite a livre expressão das diversas correntes
políticas, que se preocupe com fundos de reserva para as greves e que seja de
enfrentamento aos projetos privatistas da educação e aos ataques à vida dos
trabalhadores da educação pelo governo Confúcio/PMDB e pelo prefeito Roberto
sobrinho/PT. As reivindicações da base representam a lei suprema, a qual a
direção sindical deve subordinar-se. Esta não pode atuar a seu bel-prazer e sim
tomar decisões mediante votações em assembléias massivas da categoria.
Portanto, deve respeitar a soberania das assembleias.
Nesse sentido, chamamos a vanguarda que se desponta nas
lutas a fazer parte da constituição desse pólo classista. Portanto, a
constituir a Corrente Proletária pela independência política e organizativa do
sindicato frente aos governos. Chamamos a militância a votar nulo, mas
defendendo o programa de transformação social, de luta contra o capitalismo,
que explora e oprime a maioria dos trabalhadores. Chamamos a se posicionar pelas
reivindicações vitais, entre elas o emprego, o salário, a estabilidade e os
direitos trabalhistas. O Voto Nulo
expressa, nestas circunstâncias, a luta dos trabalhadores para impor um
sindicato como organismo de defesa da vida dos explorados e de combate aos
burocratas que se venderam à política dos exploradores.
http://correnteproletariadaeducacao.blogspot.com/
MILITE NA CORRENTE PROLETÁRIA DA
EDUCAÇÃO
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