sábado, 29 de outubro de 2011

Manifesto da Corrente Proletária da Educação


NESSAS ELEIÇÕES DO SINTERO, NEM CHAPA 1 NEM CHAPA 2



A Corrente Proletária da Educação (CPE), desde o início do ano, tentou organizar uma chapa de oposição, aproveitando o descontamento dos trabalhadores da educação e simpatizantes do programa da CPE, para concorrer às eleições do Sindicato dos Trabalhadores da Educação – Sintero. Porém, o trabalho de constituição de uma chapa oposicionista depende da compreensão do programa de combate à burocracia sindical, de defesa dos princípios da democracia sindical e de luta pelas reivindicações vitais dos explorados. Por isso, é um processo que depende da evolução política dos trabalhadores e, portanto, não se improvisa. Por outro lado, não pode ser interrompido pelo calendário das eleições. 
O que é importante é o fato dessa vanguarda, que despontou das lutas, continuar firme no propósito de se constituir de uma oposição aos burocratas do PT e do PCdoB. Essa militância que se aproximou da Corrente Proletária está disposta a realizar o trabalho nas assembleias, nos congressos, nas conferências e demais eventos promovidos pelo sindicato. Nestes eventos, temos defendido que o sindicato é um instrumento de luta e tem de ter em sua direção os “melhores combatentes”. Acentuamos que quem está com o governo, não pode defender as reivindicações dos trabalhadores. Como é o caso, do PT e do PCdoB que por ora aparecem divididos em torno das eleições sindicais.
Não há diferença entre as duas chapas concorrentes.

As eleições para o próximo triênio acontecerão no dia 03 de novembro. Duas chapas estão em disputas:

A chapa 1 – “Renovação com Responsabilidade”. É encabeçada por membros da atual diretoria, que majoritariamente são militantes do PT e da CUT. Pretendem continuar no comando do sindicato. Os componentes só mudaram de lugar.
A chapa 2 – “SINTERO Livre”. Reivindica como chapa de oposição. É apoiada pela CTB e PCdoB. Trata-se de uma chapa que não se diferencia, na sua essência, da chapa do PT. O PCdoB compõe o governo Dilma. Apoia a política educacional do Ministério da Educação (a exemplo do PNE) e, recentemente, teve seu ministro dos esportes envolvido por denúncias de corrupção. A disputa entre chapa 1 e 2 é puramente burocrática, ou seja, quem ficará no controle do sindicato. Isso por que a política será a mesma: a da conciliação de classe.
Está aí por que os trabalhadores da educação não poderão se ludibriar com a ideia de que há duas chapas concorrendo às eleições. Uma da situação e outra da oposição. Isso é falso. O que há é uma só política nessas eleições. Tanto a chapa 1, quanto a chapa 2, apóiam o governo, fazem parte de seu ministério e usam os sindicatos para anular a disposição de luta dos explorados. São chapas que impulsionaram e impulsionam a estatização dos sindicatos. São chapas que se submetem à lei anti-greve, quem impõem punição às greves, multam os sindicatos e impedem o livre direito de manifestação dos trabalhadores. São chapas que até há pouco tempo faziam parte da mesma Central - a CUT. E que a divisão criada pelo PCdoB, constituindo a CTB, foi unicamente para se aproveitar da legalização das centrais e do imposto sindical. Portanto, nada tem a ver com diferenças de posições políticas, embora uma chapa seja do PT (reformista) e a outra do PCdoB (estalinista).

Objetivos dos burocratas da chapa 1 e da chapa 2
É do conhecimento dos trabalhadores em educação que os burocratas dirigentes do sindicato durante mais de vinte anos se utilizam da entidade como trampolim eleitoral. Chamam a base para a farsa das eleições, indicando que lá no parlamento serão “representantes” da categoria. O papel que não cumpriram no campo da luta de classes, prometem cumprir no campo do Estado burguês elegendo prefeitos, governadores, presidentes e parlamentares. Fazem promessas de toda natureza para iludir os explorados.
Assim, os sindicatos passam a ser o ponta pé inicial para o carreirismo parlamentar dos burocratas. Saber manejar os sindicatos com destreza, saber aplicar a conciliação de classes e ganhar o apoio de uma parcela dos trabalhadores, é fundamental para galgar os postos no Estado. 
Não por acaso, o que temos visto nesses 22 anos é a transformação do sindicato em trampolim eleitoral para os candidatos e para os partidos coligados. Comparecem como cabos eleitorais, na caça de votos e empregos para parentes e amigos da diretoria (o nepotismo sindical). Os sindicato foram transformados em empresas, cujas lideranças só pensam em criar sede social (clubes de lazer) e alojamentos, que alugam ao público e, em circunstâncias especiais aos filiados.
Portanto, agem no sentido oposto aos objetivos de um sindicato. O sindicato foi criado para defender os direitos dos trabalhadores frente à exploração dos patrões e de toda opressão da classe capitalista.

Posição da Corrente Proletária - VOTO NULO, por um sindicato democrático
Nessas eleições, a Corrente Proletária não pôde lançar uma chapa de Oposição, sob a base do programa e do método da ação direta. Por isso, está obrigada a defender o VOTO NULO, que se expressa na luta pela constituição de uma oposição classista e de combate às burocracias das chapas 1 e 2, na defesa da construção de um sindicato de luta de classes, que coloque de pé a vontade da base filiada, que respeite a livre expressão das diversas correntes políticas, que se preocupe com fundos de reserva para as greves e que seja de enfrentamento aos projetos privatistas da educação e aos ataques à vida dos trabalhadores da educação pelo governo Confúcio/PMDB e pelo prefeito Roberto sobrinho/PT. As reivindicações da base representam a lei suprema, a qual a direção sindical deve subordinar-se. Esta não pode atuar a seu bel-prazer e sim tomar decisões mediante votações em assembléias massivas da categoria. Portanto, deve respeitar a soberania das assembleias.
Nesse sentido, chamamos a vanguarda que se desponta nas lutas a fazer parte da constituição desse pólo classista. Portanto, a constituir a Corrente Proletária pela independência política e organizativa do sindicato frente aos governos. Chamamos a militância a votar nulo, mas defendendo o programa de transformação social, de luta contra o capitalismo, que explora e oprime a maioria dos trabalhadores. Chamamos a se posicionar pelas reivindicações vitais, entre elas o emprego, o salário, a estabilidade e os direitos trabalhistas. O Voto Nulo expressa, nestas circunstâncias, a luta dos trabalhadores para impor um sindicato como organismo de defesa da vida dos explorados e de combate aos burocratas que se venderam à política dos exploradores.


http://correnteproletariadaeducacao.blogspot.com/


MILITE NA CORRENTE PROLETÁRIA DA EDUCAÇÃO

Nenhum comentário:

Postar um comentário